DPOC 2

Você sabe o que é DPOC?

A insuficiência respiratória crônica costuma ser a fase final de diversas enfermidades respiratórias como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), fibrose pulmonar, graves deformidades torácicas e bronquiectasias. Os pacientes que vivem com hipoxemia, ou seja, déficit de oxigenação no sangue, e, muitas vezes, hipercapnia, que é o aumento dos níveis de gás carbônico (CO2) no sangue arterial, apresentam importante comprometimento físico, psíquico e social com deterioração da qualidade de vida, frequentemente de forma importante. Além disso, esses pacientes apresentam repetidas complicações, com numerosas internações hospitalares e consequente aumento do custo econômico para todos os sistemas de saúde.

A administração de O2 domiciliar (ODP) já existe há aproximadamente 50 anos, a partir das observações do Dr. J. E. Cotes, na Inglaterra. Entretanto, só a partir dos anos 70 é que se confirmou que a ODP melhorava a qualidade e prolongava a expectativa de vida de pacientes portadores de DPOC com hipoxemia crônica. Embora seja razoável assumir que a maioria dos benefícios decorrentes dessa forma terapêutica possa ocorrer em hipoxemia crônica de outras etiologias, isto ainda não está totalmente definido.

DPOC

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A partir de então, milhares de pacientes recebem essa forma terapêutica em todo o mundo. No que se refere à prevalência internacional da oxigenoterapia domiciliar, esta varia enormemente, desde 240/100.000 habitantes nos EUA, até 20/100.000 na Finlândia. As causas dessa grande variação são inúmeras, não sendo objeto de discussão no momento.

Levando em consideração as estatísticas europeias que apontam prevalência aproximada de 40 pacientes/100.000 habitantes como usuários de O2 cronicamente, podemos inferir que no Brasil teríamos aproximadamente 65.000 pacientes nesta condição. Entretanto, sabe-se que a maioria desses pacientes não está recebendo ODP, o que resulta em gastos elevados com frequentes internações hospitalares por complicações decorrentes da hipoxemia crônica não corrigida.
Resumidamente, podemos dizer que, com o objetivo de reduzir a queda da oxigenação tecidual durante as atividades cotidianas, a ODP aumenta a sobrevida dos pacientes por melhorar as variáveis fisiológicas e sintomas clínicos; incrementa a qualidade de vida pelo aumento da tolerância ao exercício, reduz a sensação de dispneia, diminuindo a necessidade de internações hospitalares, assim como melhora os sintomas neuropsiquiátricos decorrentes da hipoxemia crônica e favorece a socialização destes pacientes na comunidade.

Fonte: bit.ly/1YgF6ZM