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Apnéia obstrutiva do sono e o papel do fisioterapeuta

O sono é um fenômeno cíclico essencial ao ser humano, sendo que durante aproximadamente um terço de sua vida, o homem permanece dormindo. Através de estudos encefalográficos, demonstrou-se que ele pode ser dividido em 2 estágios distintos:

1. Fase não -REM

2. Fase REM.

A fase REM compreende aproximadamente 25% do tempo total do sono. Nesta fase, habitualmente a pessoa costuma sonhar, a respiração torna-se irregular, a atividade da musculatura respiratória diminui e ocorre relaxamento da musculatura esquelética. Assim, em razão da ocorrência das alterações fisiológicas citadas , facilita-se o estabelecimento do processo patológico da apnéia do sono. (1,2)

Podemos definir a apnéia do sono, de uma maneira geral, como paradas repetidas e temporárias da respiração durante o sono . Diversos autores baseiam-se em diferentes critérios para definir apnéia, mas analisando diversas opiniões, podemos chegar a um consenso de que os portadores desta síndrome apresentam pelo menos cinco ou mais interrupções da respiração por hora de sono, podendo chegar a mais de trezentas apnéias por noite. (7, 8, 9,10,11)

A incidência real da apnéia do sono (AOS) não é bem conhecida, mas acredita-se que nos Estados Unidos uma faixa de 7 a 18 milhões de pessoas são portadores(3) . Já para Sangal, 2% da população sofre deste distúrbio, sendo que destes mais de 40% queixam-se de sonolência diurna (4) . Young, afirma que os homens tem duas vezes mais chances de apresentar a apnéia do sono, e quanto mais idoso o indivíduo, maior a probabilidade dela ocorrer (5) . Segundo Azeredo, é comum ocorrer este processo em pessoas com 40 anos ou mais .(6)

A síndrome da apnéia obstrutiva (SAOS) ocorre quando o esforço respiratório é iniciado, mas o ar não chega a atingir os pulmões devido a alguma obstrução na via aérea que compreende desde a região nasofaríngea até a laringe.